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domingo, 28 de outubro de 2012
Eleições Municipais 2012: Visão Política
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Rio+20
De forma bem realista, o tema Desenvolvimento Sustentável já tornou-se quase que absolutamente pejorativo e comercial. As discussões atuais a respeito do assunto já se mostram como discursos políticos falhos, sem grande influência e, principalmente, sem grandes realizações efetivas. Apesar da questão ambiental ser a cada dia mais real e mais perceptível, do ponto de vista das condições climáticas e dos efeitos gerados por elas - como os refugiados climáticos decorrentes dos terremotos, das tsunamis etc. -, os grandes países, grandes produtores, grandes poluidores, junto aos demais países em constante crescimento, não demonstram, de fato, interesse em promover um bem-estar ambiental que possa prejudicar sua realidade econômica e tudo o que provêm dela.
Dentro deste contexto, cabe relembrar o Protocolo de Kyoto, que acabou sendo um outro passo falho da Organização das Nações Unidas (ONU), no que trata das questões do Meio Ambiente. A maior potência do mundo (EUA) não aderiu às metas estabelecidas pelo tratado, em 1997, e, muito provavelmente, não terá participação na Conferência atual do Rio de Janeiro. Durante todos esses anos, a ONU vem tentando firmar um documento que satisfaça as necessidades ambientais e que não vá contra a realidade buscada pelos Estados nacionais em busca de desenvolvimento econômico, mas isso, ainda hoje, é como uma utopia idealista e não parece que teremos alguma novidade efetiva este ano.
O novo documento apresenta metas para redução da produção e do consumo insustentável, mas não discute as formas para alcançar o objetivo, considerado urgente. Devido a isso, além de criticado pelo próprios membros da ONU, tem sido considerado ineficaz, pelos especialistas e pela mídia especializada, por não demonstrar persuasão e por não implementar formas diferenciadas das já estipuladas pelos acordos anteriores - sempre ineficazes ou ineficientes -, para estimular o desenvolvimento consciente.
A questão é: a ONU será capaz de alcançar um acordo eficaz? O Brasil é um país de muito ativismo e engajamento ambiental, lugar no qual é bem possível dar início a um projeto ambiental efetivo. Além da grande consciência sustentável, nosso histórico de neutralidade permite um diálogo aberto com as outras nações e favorece as negociações. No entanto, percebe-se cada vez mais que as conferências da ONU se tornaram meros encontros políticos, onde as discussões não levam a lugar nenhum, o que demonstra, cada vez mais, a fragilidade e a diminuição da legitimidade e da credibilidade da organização, diante da comunidade internacional.
A problemática do meio ambiente é uma realidade, mas isso não significa que as condições da natureza serão totalmente alteradas pelas ações humanas ou que o planeta Terra esteja chegando ao fim. É preciso ser racional. Hoje nós alcançamos e temos acesso às informações, de forma rápida e integrada, e podemos entender as manifestações da natureza. Isso significa que é possível interpretar, de forma precisa, as condições climáticas, as mudanças rochosas, a composição do ar etc. Ou seja, trata-se de utilizar estes recursos para alcançar desenvolvimento econômico com qualidade de vida. E é nisso que deve se basear o desenvolvimento sustentável: cuidar para viver melhor. E não transformar o tema em mais um discurso político tendencioso, como os líderes mundiais têm feito nos últimos anos.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
A Morte de Osama Bin Laden
Os americanos estão em festa. Para eles, é uma questão muito simples: de justiça e liberdade. Osama Bin Laden foi responsável, de fato, por uma violência absurda, que levou à morte milhares de pessoas e destruiu parte de uma estrutura, de uma organização, de um país e do planeta como um todo. Quem não se lembra dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001? Todos nós nos lembramos exatamente onde estávamos. E tudo isso alterou, efetivamente, a visão de mundo de várias gerações. Criou uma nova ordem mundial. Dividiu o mundo em antes e depois da consolidação do terrorismo religioso, sobretudo islâmico.
No entanto, há muitas outras questões envolvidas em todo esse contexto. É necessário recuperar conceitos que vão além do Realismo clássico e que esbarram em fundamentos contemporâneos das Relações Internacionais. A segurança nacional se tornou, com o terrorismo, mais do que função principal do Estado, um ideal de governança, base para a atuação diante da comunidade internacional. Uma atuação voltada para a guerra contra o medo, contra as ameaças, contra o diferente, o oposto, o Oriente. Dividindo, assim, o planeta em mocinhos e bandidos, ocidente versus oriente.
O mais impressionante em toda essa história é que a morte de Osama Bin Laden não representa o fim do terrorismo religioso. Pelo contrário, significa uma ameaça muito maior. E hoje o mundo está, verdadeiramente, em alerta máximo. Além disso, impressiona, ainda, o fato de que os Estados Unidos ignoraram totalmente a soberania, o controle aéreo e a defesa nacional do Paquistão. O país foi invadido pelas forças armadas americanas. E agora está passando por vários questionamentos quanto à permanência de um homem tão procurado em seu território, sem ter o menor conhecimento disso. Onde foi parar a soberania estatal diante da guerra santa, do ocidentalismo e do conflito entre as civilizações?
O terrorismo é um grande mal das relações internacionais contemporâneas. Mas o nazi-fascismo, por exemplo, causou tragédias tão ou mais traumáticas para a comunidade internacional, quando o racismo se tornou, efetivamente, uma das principais razões para os conflitos e guerras da humanidade. E mesmo os nazistas foram levados a julgamento e condenados por genocídio. Por que os terroristas religiosos não deveriam ter esse direito de ser julgados? De, apesar de tudo, usufruir dos direitos humanos com dignidade? Isso se chama Justiça. E a morte de Osama Bin Laden, como aconteceu, não é justiça. É assassinato.
Não posso finalizar esse post sem comentar a Teoria da Conspiração. Será que Osama Bin Laden está morto mesmo? Por quê os americanos cumpririam os preceitos do Islã e realizariam um "funeral" muçulmano, em alto mar, para um homem tão odiado? Não há absolutamente nenhuma imagem oficial do corpo. Osama Bin Laden tinha uma irmã e ninguém nunca soube? Seria tudo isso mais uma cena do teatro norte-americano para manter sua eterna hegemonia mundial?
O que mais interessa agora é que a morte de Osama Bin Laden está praticamente concretizada. E muita coisa está errada nesses acontecimentos. Não é questão de defendê-lo, jamais. É simplesmente pensar e questionar a realidade internacional como ela nos é passada, através de uma mídia duvidosa, parcial e influenciável. Não podemos acreditar em tudo que vemos e ouvimos. Não podemos tomar as países ocidentais, ou os Estados Unidos, como donos da verdade. Como superiores. A justiça não consiste em matar quem matou. A justiça está em respeitar e fazer valer os direitos humanos, cumprir com a legislação internacional e mudar o que está errado. A justiça está na imparcialidade, no fim do senso comum e de toda e qualquer generalização preconceituosa.
Por fim, gostaria de comentar que tive a oportunidade de estudar e preparar um seminário - muito elogiado, a propósito - sobre a cultura islãmica, durante a faculdade, que me fez conhecer e respeitar suas diferenças e limitações diante da nossa cultura totalmente ocidental. O Islã é uma religião, uma crença, uma ideologia, uma forma de vida muito rica e bela. Quem se aprofunda em seus mistérios compreende verdadeiramente o que é uma cultura diferente e aprende a lidar com as diversidades naturais presentes em toda a humanidade.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Árabes e Não Árabes
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
A Incrível Arte de Pensar
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Época Debate: A Transição do Brasil de Potência Regional a País com Peso nas Decisões Globais da Diplomacia
De acordo com Amaury de Souza, a política externa do Brasil deve ser focada no comércio exterior e na política de segurança. Não entende-se a última questão como um aspecto meramente realista, no que trata das teorias de relações internacionais, mas sim algo voltado principalmente para a integração regional ou continental. De acordo com o cientista político, a violência transnacional tem se sobressaído nos países não só da América do Sul, mas para além, na América Latina, como no México, que temos visto nos últimos dias. Essa violência que ultrapassa fronteiras deve ser também tópico da política externa do Brasil, bem como de todos os países do continente americano, que buscam destaque e atuação efetiva, além de reconhecimento, junto à comunidade internacional. Não só em trocas comerciais, que ainda precisamos tornar política de governo e de Estado, ou estímulo ao segundo setor, é que devemos focar nossa política externa. É preciso ir além das fronteiras e basear-se em segurança nacional, no que se refere ao Brasil e aos países vizinhos.
Para o embaixador Rubens Barbosa, a característica de continuação, presente na política externa brasileira desde sempre, foi quebrada nos últimos anos, a partir do Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Apesar das afinidades regionais, a política externa atual não corresponde ao momento de mudanças globais que estamos vivendo. Para o embaixador, várias situações internacionais vividas e priorizadas pelo governo brasileiro são consideradas um grande fracasso da nossa atuação internacional. A rodada Doha, o G20 comercial, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, América Latina, América do Sul, Mercosul, integração regional: tudo isso significou nada, de acordo com o ex-embaixador do Brasil em Londres e Washington. Para Rubens, o Brasil vai entrar sim para o Conselho de Segurança das Nações Unidas e isso é apenas questão de tempo. Já a região sul está cada vez mais desintegrada, devido às visões de mundo diferenciadas. Nesse sentido, o único ponto positivo da nossa política externa é apenas a sua histórica continuidade. Soma-se a isso a formação dos BRICs, uma das principais realizações da política externa do Brasil, e a projeção externa que temos conquistado nos últimos anos, ao buscar atuar sobre os global issues ou sobre a reforma do sistema financeiro internacional. No que se refere ao aspecto comercial, o Brasil firmou dois acordos nos últimos dias, um com Israel e outro com o Egito, ambos sem a menor relevância comercial. A abertura comercial, a ideia do duty free - cota free e os acordos com pequenos mercados mundiais seguem descaracterizando nossa política externa como força importante para a comunidade internacional. De acordo ainda com o embaixador, a nossa política externa não foi alavancada pelo aumento das exportações brasileiras. Houve um crescimento no mundo todo e inclusive no Brasil. Apesar disso, estamos enviando mais manufaturas para o Mercosul do que para os EUA, exportando apenas bens primários, ficando para trás da China com sua economia de mercado, seu dumping e seu framework.
Essas são questões fundamentais que deverão ser abordadas e priorizadas pelo próximo presidente (ou presidenta) do Brasil. É preciso manter a continuidade, no sentido de caminhar para frente e para a evolução, para o desenvolvimento, e buscar concretizar uma liderança global, que ultrapasse as fronteiras locais, regionais e continentais, a fim de se manter o país em um estágio de crescimento e fortalecimento junto às grandes potências mundiais.
Daniela
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Questão 1 - Prova Escrita de Noções de Economia (Cespe - IRBr 2010)
As teorias clássicas do comércio internacional dividem-se entre Adam Smith, David Ricardo e John Stuart Mill. Para Adam Smith, os países deveriam comercializar livremente, baseados em suas vantagens absolutas. Ou seja, cada país é bom em determinada produção e ruim na produção de um outro bem. Isso torna efetiva a realização do livre comércio, de uma forma natural, através da qual um país pode se dedicar àquilo que produz bem - e que outros países não produzem da mesma forma e, por isso, vão querer adquirir - e comprar de outros países aquilo que não produz com grande eficiência, valorizando, assim, suas horas de trabalho, sua mão-de-obra e sua produção.
A teoria das vantagens comparativas, de David Ricardo, baseia-se, principalmente, naquilo que determinado país não produz bem. Tudo começa com uma comparação entre dois países, que pode ser caracterizada pelo tempo de produção de determinado produto. Sempre um país vai ser mais eficiente que o outro na produção de um determinado bem, mesmo que um outro tenha vantagem absoluta total ou sempre esteja em desvantagem. Ao compararmos as possibilidades de produção, sempre vamos concluir que o comércio é vantajoso. Enquanto um país se dedica àquilo que produz melhor, um outro país produzirá também algo pelo qual se destaque em relação aos outros. Isso permite que todas as nações possam fazer parte do comércio internacional e atuar, efetivamente, na troca de bens - na exportação daquilo que produzem melhor e na importação daquilo que não produzem com grande eficiência ou até mesmo sem nenhuma eficiência.
John Stuart Mill também elaborou uma teoria clássica do comércio internacional, que substituía a quantidade produzida em um país, pela demanda de cada um e a produção realizada em um mesmo número de horas. Stuart Mill formulou a Teoria da Demanda Recíproca, que determinava a possibilidade dos países de realizar trocas, baseados nas alterações de suas demandas internas. Ao desafiar a teoria das vantagens comparativas de Ricardo, Stuart Mill criou novas formas de troca e novas possibilidades de comércio entre as nações, já que não mais a produção humana em determinado tempo seria fundamental, mas sim quanto seria produzido em determinado período, ao se comparar dois países.
(continua)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O que são os famosos "royalties"?
De forma bem genérica, royaltie é o preço cobrado por um proprietário, para exploração de determinado recurso finito. Pode ser cobrado sobre a utilização de uma patente ou sobre a exploração de recursos naturais - estes sob posse de uma nação e seus estados produtores.
O jornal Estadão elaborou uma boa definição, concisa e direta, sobre os royalties cobrados na exploração do petróleo:
"O que são royalties e como são cobrados?
De modo geral, royalty é um valor cobrado pelo proprietário de uma patente ou ainda por uma pessoa ou empresa que detém o direito exclusivo sobre determinado produto ou serviço.
No caso do petróleo, os royalties são cobrados das concessionárias que exploram a matéria-prima, de acordo com sua quantidade, e o valor arrecadado fica com o poder público.
De acordo com a legislação brasileira, Estados e municípios produtores - além da União - têm direito à maioria absoluta dos royalties do petróleo. A divisão atual é de 40% para a União, 22,5% para Estados e 30% para os municípios produtores. Os 7,5% restantes são distribuidos para todos os municípios e Estados da federação.
A justificativa para essa divisão é de que os royalties são uma espécie de compensação às administrações locais, pelo fato de o recurso ser finito. Além disso, essas localidades em tese têm mais gastos com infraestrutura e prevenção de acidentes, por exemplo." (Estadão.com.br 16/03/10)
Informações úteis que podem ser utilizadas em qualquer outro tema, referente à exploração dos recursos naturais estatais.
Daniela
terça-feira, 1 de junho de 2010
Mais uma vez, o Oriente Médio.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A Grécia (ou a União Européia?) tem salvação?
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A problemática em torno das Ilhas Malvinas (Falkland Islands)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O Desastre no Haiti.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Resposta à uma dúvida sobre o curso de Relações Internacionais, parte II
É bem difícil passar no concurso do Rio Branco, para ser diplomata, mas se vc quiser vc consegue! Tem q ralar, mas cai tudo o que a gente estuda durante o curso de Rel. Quanto ao History Channel, é bem interessante... realmente tem bastante História no curso, história geral e história da política externa brasileira, mas vc vai pegando o jeito quando já tiver estudando mesmo. Por agora, vc precisa estar por dentro da matéria do vestibular, né. O mesmo vale pro comércio exterior. Quando vc tiver fazendo o curso, vc vai saber se vc gosta da área e se quer se aprofundar etc.
Quanto ao mercado de trabalho, vou ser bem sincera com vc. Eu não gostava muito de comércio exterior, durante a faculdade. Eu sempre gostei mais de Direito Internacional e temas como meio ambiente. Eu estagiei no MRE, em uma Divisão dessa área jurídica/meio ambiente. Só que aqui em Sampa, tem muitas vagas na área de comércio exterior e se eu já tivesse experiência nessa área, teria conseguido emprego muito rápido. Eu ainda estou procurando emprego aqui na área de comércio exterior, mas pra mim está bem difícil pq não tenho experiência na área, nunca trabalhei com comex.
Acho q a PUC é uma boa Universidade. Pelo menos em Brasília tem bastante reconhecimento.
No mais, vc tem q estar no curso para saber se é realmente o que vc quer. E quando estiver estudando Rel, aproveite todas as chances de estágio, em várias áreas, pq o curso é muito extenso, tem muitas possibilidades e isso facilita na hora de escolher um ramo para atuar e consolidar sua carreira profissional como internacionalista.
Espero que vc goste de estudar Relações Internacionais! Eu amo! ^^'
bjoks! x)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Resposta à uma dúvida sobre o curso de Relações Internacionais, no Orkut.
Relaxa, fico feliz em te ajudar! Espero que eu consiga! Hehe.
Então, eu sou formada em Relações Internacionais e sou apaixonada por tudo relacionado à minha formação. O curso de Rel é um curso voltado para a política, sobretudo a política entre as nações, e grande parte dele envolve também, de forma muito intensa, o comércio exterior, no nosso caso, do Brasil.
Mas no curso de Rel vc vai estudar Direito Internacional, que é a área que eu mais gosto, muita Economia, o surgimento e a consolidação das Organizações Internacionais, como a ONU, além de temas como Direitos Humanos, tudo isso com base em várias teorias de Relações Internacionais. Não entre no curso de Rel achando q vc vai viajar o mundo inteiro e curtir, conhecer várias culturas etc. Vc pode fazer isso sim, claro. Mas é muito mais complexo do q isso. Vc vai ter q analisar tudo oq vc vê na mídia, q é a principal fonte dos internacionalistas, conseguir discutir os temas internacionais através de vários pontos de vista defendidos pelas teorias de Rel, além de estar preparado para se comunicar em vários idiomas.
Em Brasília, onde eu me formei, o principal caminho a ser tomado, digamos assim, é o concurso público para o Itamaraty, para ser diplomata, o que exige muito estudo e dedicação porque não é uma carreira fácil. Mas a remuneração é muito boa. Se não me engano, o salário inicial de um diplomata está em torno de R$ 11.000,00. Além disso, tem também muitos órgãos da ONU e ONGs.
Em São Paulo, onde eu moro agora, tem muitas oportunidades na área de comércio exterior. Aqui as empresas têm se dedicado às relações comerciais com o mundo e, crescendo na profissão, vc pode chegar a uma ótima remuneração também.
Acho q consegui resumir bem o que vc pode esperar do curso de relações internacionais! Hehehe!
Qualquer dúvida, pode me perguntar ok?
xD
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Conferência de Copenhague sobre as mudanças climáticas
Há muito o que se discutir na Conferência, que será realizada entre os dias 07 e 18 de dezembro, principalmente quanto ao fim da vigência do Protocolo de Quioto e às novas regras para o desenvolvimento menos poluente, tanto dos países desenvolvidos, quanto dos países em desenvolvimento ou emergentes.
Nos últimos dias, foi colocada em questão a veracidade do aumento das temperaturas mundiais e do derretimento das calotas polares, causadas pela ação humana, através da emissão de gases causadores do efeito estufa. Como já foi discutido aqui, a emissão de carbono na atmosfera não é causada apenas pela ação do homem, mas a própria natureza seria responsável pela liberação desses gases e o aumento do efeito estufa. Podemos afirmar, com certeza, que a temperatura mundial está aumentando? Ou ela está diminuindo?
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas define, de forma concisa, como os países devem proceder na diminuição da poluição ambiental e no desenvolvimento nacional menos agressivo, no sentido de controlar a emissão de gases causadores do efeito estufa, destacando o auxílio por parte dos países desenvolvidos junto aos países em desenvolvimento.
O Protocolo de Quioto, assinado no Japão, prevê metas para a poluição e a emissão de gás carbônico, até o ano de 2012, e determina vantagens para os países que alcançarem essas metas, por meio dos créditos de carbono. No entanto, um dos países mais poluidores do mundo, Estados Unidos, não é signatário do Protocolo. Um dos desafios da Conferência de Copenhague é exatamente isso: alcançar um acordo que inclua os EUA, mas também todos os grandes poluidores como a China, o Brasil e a Índia, que são países emergentes e responsáveis por grande parte da emissão de gás carbônico na atmosfera.
A ONU e o governo brasileiro estão bastante confiantes quanto às novas decisões que poderão ser alcançadas na Conferência de Copenhague. Espera-se que os países estejam dispostos a negociar a favor do desenvolvimento com responsabilidade ambiental, para que o provável aquecimento global seja desacelerado e as questões do meio ambiente se tornem, efetivamente, prioridade para a comunidade internacional.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Newsletter Interaction Times: Resumo
O presidente Lula não pretende, com a descoberta do Pré-sal, tornar o Brasil membro da OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo. De acordo com o presidente, o programa do Pré-sal tem a função de estimular atividades de exploração dos derivados do petróleo.
A crise do petróleo, de 1973, motivou a busca por novas alternativas energéticas. O Brasil se destacou, nesse sentido, com o Programa do Pró-Álcool e a produção do etanol, principalmente porque, nos dias de hoje, há uma grande preocupação com a emissão de gases causadores do efeito estufa.
De acordo com os especialistas, não deve haver euforia quanto às descobertas dessas novas fontes de petróleo, para que o governo brasileiro não abandone os recursos e as tecnologias sustentáveis. Além disso, é fundamental a importância dos investimentos no etanol, que, atualmente, representa a segunda fonte de energia do Brasil.
A missão da OPEP consiste em administrar as políticas petrolíferas adotadas pelos países membros, a fim de estabilizar o mercado de petróleo, controlando os preços e o volume da produção. A OPEP assegura, dessa forma, o abastecimento para os consumidores, a renda dos produtores e a remuneração do capital investido na indústria petroleira.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Concurso de Monografias da Feneri. Tema: Inserção Internacional do Brasil: Desafios e Limites.
Abordar a inserção internacional do Brasil é, a princípio, remeter a vários tópicos, sobre os quais a participação brasileira no cenário internacional pode ser analisada. Pode-se tratar da questão comercial e de como os produtos brasileiros têm alcançado nações distantes, ou da diplomacia brasileira e do histórico de neutralidade diante das controvérsias políticas que envolvem certos países do mundo. Como todas as questões internacionais, a atuação do Brasil diante do mundo deve ser analisada de forma intensa, para que seja possível, a partir de fatores internos e externos, alcançar uma definição sobre os principais desafios e também os limites que envolvem a inserção internacional do país.
Tratar da questão comercial, talvez seja mais seguro, já que as relações comerciais do país com o mundo têm se destacado, de forma efetiva, sobretudo no que se refere às nossas commodities – matérias-primas e produtos manufaturados. As trocas comerciais, realizadas pelo Brasil, com vários países pelo mundo, são fortalecidas pela exportação de alimentos e de fontes de energia, como o petróleo, além dos mais diversos bens vendidos para o exterior, por meio do estímulo do Governo brasileiro à exportação, através do portal BrasilTradeNet e de todos os programas voltados ao conhecimento para a realização do comércio exterior.
Analisar a política externa brasileira se mostra, nesse contexto, muito mais complexo do que a análise da atuação comercial do Brasil. A política externa muda, de forma específica, a cada Governo eleito e isso faz com que determinadas ações políticas e diplomáticas sejam realizadas de formas diferentes. Nesse sentido, até mesmo a visão de um chefe de Estado brasileiro, diante dos representantes de outras nações, pode ser alterada e, dessa forma, se tornar positiva ou negativa. O que tem se mantido na política externa brasileira é o histórico de neutralidade, de diálogo e amizade com todos os países do mundo, por meio da diplomacia equilibrada, que mantém o Brasil como um Estado intermediador e aberto às diversas posições adotadas pelos países, diante de temas internacionais importantes.
De forma concisa e conclusiva, os desafios e os limites do Brasil, quanto à sua inserção internacional, estão na consolidação do país como uma nação emergente, em crescimento, com a qual os outros países podem se relacionar seguramente, em aspectos econômicos e políticos, e na oportunidade de demonstrar sua diplomacia no âmbito das organizações e dos organismos internacionais. A partir do momento em que o país conseguir estabelecer sua participação efetiva nas decisões internacionais, a inserção do Brasil será, certamente, mais completa e definitiva, no sentido de obter um maior reconhecimento por parte dos outros Estados, bem como uma maior segurança em suas ações externas.
Daniela
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Post na comunidade de Relações Internacionais do Orkut!
Sou bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Brasília.
xD
Daniela
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Entrada da Venezuela no Mercosul
Ontem, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a entrada da Venezuela no Mercosul. Mas será que vai dar certo? Quais os pontos positivos e os pontos negativos da entrada da Venezuela, e de Hugo Chávez, no Mercado Comum do Sul? Arnaldo Jabor, que não entende nada de relações internacionais, já julgou como uma péssima atitude e desmereceu o bloco econômico, no qual somos líder em todos os sentidos. No entanto, não é simples assim. O Mercosul é um bloco econômico e prioriza as relações econômicas entre os países membros. Nesse sentido, a Venezuela pode adicionar, positivamente, suas riquezas às relações entre os países, sobretudo o petróleo que é o principal recurso exportador daquele país. Todos os países que fazem parte do Mercosul possuem riquezas naturais ou vantagens econômicas em determinados setores, que possibilitam as trocas comerciais e o fortalecimento nacional, bem como regional, que favorece as relações do bloco com o mundo. Por outro lado, as semelhanças ideológicas são parte fundamental da integração regional e permitem o equilíbrio e a manutenção do bloco econômico. Nessa questão, especificamente, a Venezuela representa uma ameaça, já que o presidente Hugo Chávez tem demonstrado, efetivamente, sua necessidade de revolução ditatorial, em detrimento da democracia defendida pelos países membros do Mercosul, além da eterna contradição no que se refere às políticas e às ações da maior potência do mundo, os Estados Unidos, com a qual o Brasil mantém relações políticas e econômicas consolidadas. Como os próprios senadores abordaram, o fator fundamental para entrada no Mercosul, como um bloco econômico, é a possibilidade de fortaceler as trocas comerciais entre os países membros. Dessa forma, a Venezuela pode integrar, de fato, o bloco regional e fortalecer as riquezas econômicas e aumentar as possibilidades de comercialização com o mundo. Será que as condições econômicas vão camuflar as diferenças ideológicas? Essa é uma questão que só será respondida com a efetiva integração dos venezuelanos ao Mercosul. Espero que os pontos positivos superem os pontos negativos dessa nova integração regional.
Daniela
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Teoria da Conspiração sobre o Aquecimento Global
Daniela