Abordar a inserção internacional do Brasil é, a princípio, remeter a vários tópicos, sobre os quais a participação brasileira no cenário internacional pode ser analisada. Pode-se tratar da questão comercial e de como os produtos brasileiros têm alcançado nações distantes, ou da diplomacia brasileira e do histórico de neutralidade diante das controvérsias políticas que envolvem certos países do mundo. Como todas as questões internacionais, a atuação do Brasil diante do mundo deve ser analisada de forma intensa, para que seja possível, a partir de fatores internos e externos, alcançar uma definição sobre os principais desafios e também os limites que envolvem a inserção internacional do país.
Tratar da questão comercial, talvez seja mais seguro, já que as relações comerciais do país com o mundo têm se destacado, de forma efetiva, sobretudo no que se refere às nossas commodities – matérias-primas e produtos manufaturados. As trocas comerciais, realizadas pelo Brasil, com vários países pelo mundo, são fortalecidas pela exportação de alimentos e de fontes de energia, como o petróleo, além dos mais diversos bens vendidos para o exterior, por meio do estímulo do Governo brasileiro à exportação, através do portal BrasilTradeNet e de todos os programas voltados ao conhecimento para a realização do comércio exterior.
Analisar a política externa brasileira se mostra, nesse contexto, muito mais complexo do que a análise da atuação comercial do Brasil. A política externa muda, de forma específica, a cada Governo eleito e isso faz com que determinadas ações políticas e diplomáticas sejam realizadas de formas diferentes. Nesse sentido, até mesmo a visão de um chefe de Estado brasileiro, diante dos representantes de outras nações, pode ser alterada e, dessa forma, se tornar positiva ou negativa. O que tem se mantido na política externa brasileira é o histórico de neutralidade, de diálogo e amizade com todos os países do mundo, por meio da diplomacia equilibrada, que mantém o Brasil como um Estado intermediador e aberto às diversas posições adotadas pelos países, diante de temas internacionais importantes.
De forma concisa e conclusiva, os desafios e os limites do Brasil, quanto à sua inserção internacional, estão na consolidação do país como uma nação emergente, em crescimento, com a qual os outros países podem se relacionar seguramente, em aspectos econômicos e políticos, e na oportunidade de demonstrar sua diplomacia no âmbito das organizações e dos organismos internacionais. A partir do momento em que o país conseguir estabelecer sua participação efetiva nas decisões internacionais, a inserção do Brasil será, certamente, mais completa e definitiva, no sentido de obter um maior reconhecimento por parte dos outros Estados, bem como uma maior segurança em suas ações externas.
Daniela
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