Começou hoje a Conferência da Organização das Nações Unidas, em Copenhague, que discutirá as mudanças climáticas - sobretudo, a partir de 2012, quando chega ao fim a vigência do Protocolo de Quioto - e os novos rumos a serem tomados pelos países, na diminuição da emissão de gases poluentes, causadores do efeito estufa e responsáveis pelo aquecimento global.
Há muito o que se discutir na Conferência, que será realizada entre os dias 07 e 18 de dezembro, principalmente quanto ao fim da vigência do Protocolo de Quioto e às novas regras para o desenvolvimento menos poluente, tanto dos países desenvolvidos, quanto dos países em desenvolvimento ou emergentes.
Nos últimos dias, foi colocada em questão a veracidade do aumento das temperaturas mundiais e do derretimento das calotas polares, causadas pela ação humana, através da emissão de gases causadores do efeito estufa. Como já foi discutido aqui, a emissão de carbono na atmosfera não é causada apenas pela ação do homem, mas a própria natureza seria responsável pela liberação desses gases e o aumento do efeito estufa. Podemos afirmar, com certeza, que a temperatura mundial está aumentando? Ou ela está diminuindo?
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas define, de forma concisa, como os países devem proceder na diminuição da poluição ambiental e no desenvolvimento nacional menos agressivo, no sentido de controlar a emissão de gases causadores do efeito estufa, destacando o auxílio por parte dos países desenvolvidos junto aos países em desenvolvimento.
O Protocolo de Quioto, assinado no Japão, prevê metas para a poluição e a emissão de gás carbônico, até o ano de 2012, e determina vantagens para os países que alcançarem essas metas, por meio dos créditos de carbono. No entanto, um dos países mais poluidores do mundo, Estados Unidos, não é signatário do Protocolo. Um dos desafios da Conferência de Copenhague é exatamente isso: alcançar um acordo que inclua os EUA, mas também todos os grandes poluidores como a China, o Brasil e a Índia, que são países emergentes e responsáveis por grande parte da emissão de gás carbônico na atmosfera.
A ONU e o governo brasileiro estão bastante confiantes quanto às novas decisões que poderão ser alcançadas na Conferência de Copenhague. Espera-se que os países estejam dispostos a negociar a favor do desenvolvimento com responsabilidade ambiental, para que o provável aquecimento global seja desacelerado e as questões do meio ambiente se tornem, efetivamente, prioridade para a comunidade internacional.
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