quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A problemática em torno das Ilhas Malvinas (Falkland Islands)
As ilhas Malvinas, ou Falkland Islands, estão localizadas no hemisfério sul, próximo ao território da Argentina e à Antártida. As Malvinas sempre foram, efetivamente, território britânico. Em 1982, os argentinos invadiram as Malvinas, afirmando que o território seria uma herança dos colonizadores espanhóis. Nesse ano, 1982, aconteceu a Guerra das Malvinas, na qual os argentinos enfrentaram os britânicos, estes que, ao vencer a guerra e reafirmar uma legitimidade defendida pelos teóricos realistas, dominantes nas Relações Internacionais, concretizaram a dominação britânica sobre aquele território. Desde então, a Argentina demanda o direito de soberania sobre as Malvinas. O Brasil, como parceiro comercial e com o histórico de amizade entre os dois países, afirma, categoricamente, que as ilhas Malvinas são território argentino. A nova problemática surgiu da intenção britânica de explorar petróleo nas Malvinas. Os argentinos, afirmando uma soberania inexistente e apoiados pelos países sul-americanos, têm a pretensão de impedir tal exploração e, hoje, solicitam a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), no sentido de impedir a Grã-Bretanha de explorar um território nacional. A guerra é um recurso legítimo na conquista de territórios, reconhecido pela comunidade internacional e defendido pelas nações, apesar de ser bastante discutida nas teorias alternativas das Relações Internacionais que buscam uma atuação pacífica e interdependente por parte dos Estados. As ilhas Malvinas são território britânico, conquistado, independentemente da distância entre os territórios, e, hoje, a população das Malvinas é britânica. O Governo brasileiro, absurdamente, atua de forma a impedir o acesso de navios britânicos, provenientes de águas territoriais brasileiras, às ilhas Malvinas, por concordar com uma soberania argentina que não existe. Nesse caso, os argentinos só têm a perder, novamente. A população das ilhas apoia a Grã-Bretanha e a comunidade internacional, como um todo, reconhece a soberania britânica legitimada e reafirmada pelos fatos históricos, independentemente da localização e da amizade entre os países da América do Sul.
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