sexta-feira, 3 de setembro de 2010
A Incrível Arte de Pensar
Eu cresci aprendendo a pensar. Meu pai me ensinou a pensar, desde pequena, em vários sentidos, e quando eu escolhi a minha faculdade de Relações Internacionais não sabia que seria tão estimulada a pensar. Falando assim, parece bem simples. Mas não é. As pessoas gostam muito de falar, mas elas não têm base. Base que sustente seus argumentos. Uma base teórica, uma base empírica, não importa. O que falta às pessoas hoje é ter base para defender seus ideais e justificar sua forma de agir quanto cidadãos. Em Brasília, a UnB é uma instituição extremamente reconhecida. É bom quem está na UnB. Mas quem não está lá dentro, tem a oportunidade de conhecer profissionais que saíram de lá. Em Brasília, você vai a um bar e as pessoas estão bêbadas discutindo visões políticas, formas de convivência, ideias inovadoras, revelando suas diferentes formas de pensar. E não apenas aquele pensar para dizer que já fez sua parte, mas pensar e aceitar outra opiniões, outras verdades que façam mais sentido. Aqui em São Paulo, as pessoas estão com pressa demais para pensar. Elas têm pressa para fazer dinheiro. Não que isso seja necessariamente ruim. Não quero fazer aqui uma crítica exclusivamente negativa a essa nova forma de vida com a qual ainda estou aprendendo a lidar. Mas aqui as pessoas não pensam. É muito raro você encontrar uma mente realmente pensadora, vagando por essa cidade imensa. Uma mente que vá além do Google ou da Wikipedia e que se mostre esforçada para revelar suas ideias formadas por meio do pensamento, pela arte de pensar. Verdadeiramente pensar. Sinto falta disso. De pensar e encontrar pessoas que pensem comigo. É realmente cansativo ter uma cultura de verdadeiramente pensar e viver em um ambiente onde isso não é reconhecido e praticamente não vale nada. Mas pensar está em mim, está no que eu sou como ser humano. Sou uma internacionalista. Relações Internacionais é um curso focado, basicamente, em Política e Direito. Não aquela política que vemos de 4 em 4 anos, mas a política que é intrínseca a cada ser humano, o fato social que está consolidado em todas as sociedades. Em Rel, vemos Direito, focado sobretudo no Direito internacional, público e privado, como também o direito de guerra e as comparações entre sistemas de direito diferentes, em vários países do mundo. Mesmo que aqui as pessoas não estejam preocupadas em pensar, eu nunca poderei agir de forma diferente. Sou uma pessoa diplomática, analítica e odeio generalizações e senso comum. Eu gosto de usar a cabeça, por menor significado que isso tenha para o ideal de vida que eu escolhi viver. PENSE nisso.
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Pensar e nada declarar.
ResponderExcluirFalar sem pensar, é nada dizer!
shhhh! Reflita, ao menos tente, até que se torne desejo latente! :º)